sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Foi nos anos 60 que a juventude marcou a sua posição e intervenção na moda. Esta situação foi provocada por alterações econômicas, políticas e sociais. Porém, foi a musica a principal libertadora das mentalidades jovens, reprimidas durante muito tempo. Estes foram anos de diversão e de uma constante busca de identidade.
A década de 70 ficou marcada pela diversidade de formas e de estilos. Os jovens lutaram pelos seus ideais, tendo surgido neste contexto duas correntes de moda jovem:
• O psicodelismo: saias curtas, extravagantes, coloridas e chamativas;
• O hippie: saias longas e estilo indiano.
Esta geração procurou a tranquilidade com o regresso à natureza e com a utilização de materiais simples como o algodão e a lã. Fazia furor o “retro”.
A inconformidade com o mundo de conflitos e ambições levou os jovens a olhar para o Oriente, especialmente para a Índia e para a religião Hindu. Numerosos artistas, como os Beatles e Jane Fonda, profetizaram este culto e expandiram-no pelo Ocidente, de cuja experiência se extraiu todo o movimento social – Flower Power Hippie.

Assentes na cidade estudantil de São Francisco, os jovens viviam em comunas, consumiam comida macrobiótica e fumavam marijuana sem restrições. Devido a esta forma de vida nasceram os clássicos “patas de elefante”, as camisas hindus, o cabelo comprido e um ideal pacifista, cujo principal centro de ataque era a Guerra do Vietname e o governo norte-americano.
As flores, símbolo da época, usavam-se nas roupas, no cabelo e representavam a ideologia ilusória que os guiava na chamada “Revolução das Flores”.

A todas estas mudanças juntou-se a crescente popularidade do feminismo, o que implicou uma marcada masculinização das roupas, pois as mulheres procuravam a comodidade em vez da beleza, nascendo, assim, a roupa unisexo. O cabelo também não era símbolo de distinção (de costas muitos homens pareciam mulheres de cabelos compridos). Como em todas as épocas, uma parte do corpo feminino chamava à atenção sobre o restante e os trajes ocupavam-se de realçá-la. Nesta época destacavam-se as calças muito justas, realçando as nádegas. O ser extremamente magro, sem peito nem ancas eram a herança deixada pelo culto da beleza anoréctica, cujo expoente máximo foi a modelo inglesa Twiggy.

Com o fim da década chegaram os brilhos e as festas da “Febre de Sábado à Noite” que transportaram a vida da sociedade também para a noite. A diversão, a música com certos toques electrónicos, as discotecas e as luzes psicadélicas fizeram da moda uma festa. A licra ganhou importância relativamente ao algodão e começou a moda das botas e sapatos de tacão do tipo sueco, exageradamente altos. A sensibilidade da maquilhagem e o cabelo liso e solto transformaram-se numa produção multicolor e numa mistura de estilos e formas mais complexas e espampanantes. O cabelo encaracolado e volumoso moldado com rolos e lacas guiavam a estética. Proveniente deste estilo, nasceu uma corrente que fundiu todas as cores, que marcou o início dos anos 80, quando o “Punk” invadiu as ruas da Grã-Bretanha. Representantes do anarquismo na sua proposta estética e musical, romperam com a moda “politicamente” correta e começaram a transmitir artigos e penteados com significado marcadamente violento e antidemocrático.

Nesta época tudo era grande (penteados volumosos, jóias grandes, chapéus grandes) e caríssimo. Surgem as cores fortes, os estampados, os chapéus gigantes e a sobreposição de roupas rodeadas por um cinto. Tudo isto levou a moda ao excesso tendo sido este o seu pior momento histórico.

O idealismo de anos anteriores é abandonado e surge o neo-conservadorismo que marcou o regresso dos trajes clássicos. Foi a época do “ Flash”.
Michael Jackson causou furor com os casacos vermelhos.

A chamativa sensualidade de Madonna criou uma devoção pelos crucifixos.

A princesa Diana, no maior casamento da década, criou um novo interesse no estilo romântico.

Nas reuniões de mulheres, dominava o poder com os seus amplos chapéus, cinturas pequenas e altos trações que tinham como objectivo mostrar a agressividade feminina.
O traje Chanel, revivido pela primeira-dama Nancy Reagan, ilustra a imagem ideal, conservadora e chique, da mulher executiva. Na mesma altura os jeans começaram a ser mais comuns, sendo fabricados por desenhadores que lhes deram outro nível e estatura na moda.

As braceletes de couro, pulseiras de cristal, o estilo punk, o breakdance, os sapatos Vans, os chapéus e o look Miami Vice formavam o essencial da moda nesta época, procurando-se um estilo próprio.

O início da década de 90 continuou com um estilo semelhante ao dos anos 80, onde se continuou a utilizar a maquilhagem carregada e grandes penteados.

Só no ano de 1993 estas tendências alteraram-se, com o surgir da banda Nirvana que influenciou os jovens desta época com a forma como se vestiam. Alteraram dramaticamente a moda juvenil, com o que chamamos “grande look” caraterizado por sweaters largas de flanela e calças rotas. Os jovens rapidamente adotaram as roupas baratas e em segunda mão com o objectivo de se vestirem como os Nirvana.
No ano de 1995, depois do êxito que causou a sério “Friends”, ficou na moda o famoso corte de cabelo da Rachel (Jennifer Aniston).
Em 1998 e 1999 utilizava-se os ganchos de borboletas utilizados pelas mulheres de todas as idades e classes.

As Levis passaram a ser a marca mais reconhecida no mercado.
O “grande look” baseava-se na modificação do corpo com piercings e tatuagens. A moda foi-se aperfeiçoando à medida que a década evoluía. O minúsculo top que tinha aparecido na década de 70 começou a ser vendido novamente como roupa interior no vestuário feminino.

Assim, a moda passou a ser mais ligeira, individual, muito adaptável e para todos os gostos.

Século XX (1930 - 1970)

A moda no Século XX (1930 - 1970)

Após a crise de 1929, devido ao crash da bolsa de Nova Iorque, um desejo crescente de glamour e ostentação instalou-se no subconsciente colectivo o que resultou numa moda cheia de cetim, veludo, jóias, peles e chapéus na década de 30. As saias nesta época eram amplas e compridas num ambiente muito romântico. Porém a 2ª Guerra Mundial veio transformar, novamente, as tendências.

Com a 2ª Guerra Mundial as mulheres sofreram limitações horríveis e tiveram de substituir os homens no mercado de trabalho.
Assim, instaurou-se uma moda mais funcional onde se usavam roupas de estilo militar e saias mais curtas e rectas com tecidos muito simples devido à pobreza no continente.

Em 1945, com o fim da guerra, tentou-se novamente trazer para a sociedade a luminosidade de glamour dos tempos passados. Em 1947 surgiu o New Look, que imperou por toda a época de 50, e consistia numa cintura bem marcada e em saias extremamente rodadas até perto da canela, estilo Marilyn Monroe. Em oposição a esta elegância surgiu a “moda estudantil” mais desportiva e cômoda. A banda britânica Beatles criou uma moda particular de botas pontiagudas e altas que causaram uma grande revolução social.

A década de 1960 exigiu a sua própria moda, por isso a hegemonia da houte-costure e do padrão de beleza mais maduro foram derrubados pelo pré-a-porte e pela moda jovem. Assim, a cintura descai e os comprimentos diminuem. A desenhadora Mary Quant evolucionou por completo a indústria da moda criando a mini-saia. Este produto foi escandaloso entre os padres e os sectores mais tradicionais da sociedade.

A crescente competição entre EUA e a URSS diferenciou ainda mais a relação entre adultos e jovens, estes últimos proclamando um movimento político e social fundado na paz e no amor. Esta liberdade abriu um mundo de excessos para os jovens, possibilitando-lhes a criação de um estilo exuberante, cheio de formas e cores.

Nasceram os psicadélicos anos 70.

Século XX (1890 - 1930)

A moda no Século XX (1890 - 1930)


Os anos de 1810 a 1910 ficaram marcados pela ostentação, riqueza e extravagância, tendo sido aclamado de Belle Poque (Época Bela). Este foi um período importante para a moda, uma vez que se introduziram mudanças significativas nos adornos dos vestidos com o enchimento de crinolina com seis aros para dar volume ao vestido. Este tipo de adornos foram os que marcaram mais esta época. Devido a esta armação pesada houve necessidade dos modistas inventarem algo mais cômodo.

No início dos anos 1900 surgiu o ideal da “menina Gibson”, um ideal feminino que se iria tornar num exemplo a seguir. Era um criador que atribuía a este novo modelo, os valores e costumes adequados a uma dama. Este novo ideal de mulher devia ter o peito erguido e coxas salientes. Anos depois apareceu a mulher com forma de “S” que realçava a figura feminina. Agora a imagem feminina era a de uma mulher trabalhadora, que lutava pelos seus objetivos, nomeadamente o direito ao voto, passando a tratar de assuntos que, até então, pertenciam ao sexo masculino.

Em 1910, surgiu uma mudança influenciada pelo “Ballet Russo”. As cores chamativas foram substituídas pelas cores pastel. Bailarinas sensuais, como Isidora Duncan, transformaram-se em ícones de beleza. Por consequente as mulheres atreveram-se a desafiar os princípios morais, começando a mostrar o corpo, o que não foi fácil devido à intromissão da igreja. As golas altas deram lugar aos sensuais decotes e as saias ficaram mais curtas deixando à vista os tornozelos, chocando muitos, por as pernas femininas representarem um símbolo erótico que provocava luxúria nos homens.

Em 1914, com a chegada da 1ª Guerra Mundial, desapareceu por completo o luxo da moda francesa e inglesa, onde era evidente a alta-costura.

Em 1918 apareceu na moda o corte recto (tipo tubo). O corpete começou a ser usado para diminuir o busto e não para o levantar. Os vestidos cintados deram origem a dois tipos de mulher, as que tentavam ser mais parecidas com o homem e as antigas beldades femininas. Surgiu assim o estilo “Gazanne”, onde as mulheres para ganhar melhores salários tinham de se parecer com os homens, cortavam o cabelo, começaram a sair, dançar e eliminar os padrões estabelecidos que os diferenciavam.

Em 1920, a moda é marcada pelo uso do sapato alto, perucas e rendas. A moda desta época estava livre dos espartilhos que se usavam no século XIX. As saias já mostravam mais as pernas. A maquilhagem era forte e a tendência era o batom, cores fortes nos olhos e as sobrancelhas eram arranjadas.

Foi em 1925, a época de Hollywood, que estilistas como Coco Chanel e Jean Patou criaram roupas para celebridades. Esta época é marcada também pela silhueta dos anos 20, onde os vestidos eram mais curtos e leves com os braços e as costas à mostra. O tecido predominante era a seda. As meias eram em tons de bege, surgindo as pernas nuas. A atenção estava toda centrada nos tornozelos.

Em 1927, Jacques Doucet, figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres. Foi a época da Coco Chanel, com os seus cortes rectos, capas, blazers, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a época Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.
Devido à queda da economia em 1929, a indústria introduziu o linho como material da moda e os materiais artificiais eram a seda sintética que reembelezaram rapidamente as antigas sedas naturais.

Domingo, 16 de Março de 2008

Época Contemporânea

A viragem da Época Contemporânea


A expansão industrial, iniciada no século XVIII em Inglaterra, registou no século XIX uma grande evolução e expansão por todo o mundo.
Para esta expansão contribuíram os progressos nos meios de transporte e de comunicação, o crescimento do capitalismo e, também, o avanço das ciências exatas, que se desenvolveram muito devido ao interesse surgido nos séculos anteriores.
Esta expansão provocou transformações sociais (como o crescer do poder da burguesia e a fraca condição operária) e econômicas (como o crescimento de fábricas e a organização racional do trabalho). Isto tudo levou à produção em massa e ao crescimento industrial.

Este crescimento industrial, a chamada Revolução Industrial, não só se desenvolveu, em grande parte, devido à investigarão e aos progressos científicos, como também devido à descoberta e utilização de novas fontes de energia (petróleo, gás, gasolina e gasóleo) que permitiram o surgimento de máquinas a vapor e de transportes que funcionavam com estes combustíveis.
Foi também no século XI que se difundiu a eletricidade, a energia mais revolucionária do século, sendo esta uma energia mais limpa e saudável que as fontes de energia anteriormente descobertas. Esta nova energia permitiu o aumento das jornadas de trabalho, com o aparecimento do trabalho noturno e, também, uma maior segurança noturna nas cidades.

Foi nesta época que se registou um enorme fluxo de migrações internas, como o êxodo rural.
A população cresceu muito, principalmente nas cidades o que as tornou nos principais focos de desenvolvimento. Este acelerado crescimento alterou profundamente os comportamentos e fez surgir o problema da falta de espaço e de habitação nas cidades. Para a sua resolução criou-se os Planos Urbanísticos, que tinha como objectivo organizar e planear, de forma eficaz e agradável, a área habitável das cidades.

Acabou-se com a sociedade de ordens do Antigo Regime e reconheceu-se a igualdade de todos perante a lei na chamada sociedade de classes. Esta sociedade era composta pela alta burguesia, pelas classes médias e pelo “proletariado”.
A alta burguesia era composta pelos indivíduos ou famílias que se dedicavam à indústria, bancos, bolsas, companhias comerciais e agrícolas e à política.
Nas classes médias inseriam-se a média burguesia (pequenos patrões de empresas, chefes de escritório) e a pequena burguesia (lojistas e pequenos comerciantes, mestres de ofícios e empregados bancários e do comércio).
O “proletariado” era composto por todos aqueles que, não tendo possibilidades econômicas, vendiam a sua capacidade de produzir trabalho (força de trabalho). Estes viviam exclusivamente do seu salário.

A moda na Época Contem porânea



Pode dizer-se que a época Contem porânea iniciou-se verdadeiramente em 1789, com a revolução francesa, tendo esta se desviado dos cânones estéticos da época Moderna. Caracterizou pelo grande avanço da indústria (Revolução Industrial), o que permitiu um desvio, tendo sido iniciada uma época de grande prosperidade. Com a Revolução Industrial muitos artesões, que fabricavam roupas à mão, faliram e as pessoas que não tinham muitas possibilidades econômicas passaram a fabricar as suas roupas em casa. Apenas os mais ricos conseguiam adquirir as roupas fabricadas pela maquinização.
Foi nesta época que a designação de “ordens” se alterou, tendo passado a designar-se por classes sociais.

No século XIX os homens começaram a vestir calções com uma faixa de seda, jaquetas, coletes curtos e gravatas compridas. Os sapatos eram de ponta estreita.
Em 1840 o Fraque era justo e os Saios estreitos.
Neste primeiro século os trajes da mulher sofreram grandes modificações. Em meados do século reapareceu o Mirinaque. Em 1830 as saias tornaram-se mais curtas e utilizavam-se camisas ou túnicas com mangas largas e em balão. Os penteados eram geralmente tranças compridas e também se utilizavam redes no cabelo. Os sapatos eram abertos com fitas cruzadas.

Apesar da grande mudança neste século, as pessoas continuaram, em grande parte, adeptas das roupas tradicionais. A grande mudança nas suas mentalidades veio a ser concretizada apenas no século XX.

Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Época Moderna



O espírito da Época Moderna


Os séculos XV e XVI constituíram um tempo de renovação cultural em toda a Europa. Esta renovação foi favorecida pela difusão de uma maior vontade de saber, em sintonia com o aumento das escolas e universidades e pela invenção e divulgação da imprensa e do livro impresso (devido ao aperfeiçoamento e aumento da produção de papel).

Este novo espírito tornou o ensino nas velhas universidades cada vez mais inapropriado aos olhos dos homens cultos e instruídos da época, procurando “modernizá-las” pela introdução de um novo movimento cultural – o Humanismo.

Desde finais da Idade Média, as cidades tornaram-se os principais focos de desenvolvimento cultural na Europa, sendo grandes centros produtores e difusores de saberes. Eram habitadas essencialmente pela burguesia e estavam menos sujeitas às pressões feudais e senhoriais. A ascensão da burguesia desorganizou o sistema rígido das ordens medievais e implantou um novo tipo de homem, mais individualista, racional, pragmático e positivo.

Registou-se, assim, um maior gosto pela vida e pelos seus prazeres, originando uma rivalidade entre as famílias mais ricas, na construção de grandiosas moradias citadinas, nas colecções de plantas e animais exóticos, nas artes escultóricas, na riqueza e no conforto da vida e no luxo do vestuário e da alimentação. Passaram a organizar reuniões sociais (banquetes, recepções, tertúlias, bailes,...), onde aproveitavam para exibir os dotes pessoais de beleza, destreza física e habilidades intelectuais e artísticas.

Com o aumento da sociabilidade, desenvolveu-se um conjunto de regras de comportamento social (código de civilidade) que impuseram o refinamento dos gestos, das palavras e dos trajes.
As cortes e os solares passaram, assim, a ser grandes focos culturais.

Nesta época a sociedade era constituída por três grandes ordens, o Clero, a Nobreza e o Terceiro Estado.
O Clero ocupava o primeiro lugar e era o grupo que detinha mais privilégios, dignidades e honras, possuindo foro (leis) e tribunais privados e estavam isentos do serviço militar e do pagamento de impostos (ordem não tributária). Estava directamente dependente do Papa de Roma e representava Cristo na Terra, recebendo dádivas e doações em nome de Deus. Desempenhavam cargos no ensino, na Corte e na Administração Pública.

A Nobreza ocupava o segundo lugar e detinha a função militar, desempenhando altos cargos políticos e administrativos e tinha um alto padrão de vida. Estava isenta do pagamento de impostos, com excepção dos impostos em tempo de guerra.
O Clero e a Nobreza atravessavam uma crise devido à quebra dos seus rendimentos nos campos, já que o desenvolvimento da economia urbana, mercantil e monetária fez-se sentir com grande intensidade. Esta crise deveu-se também à concorrência sócio-política da burguesia, a qual se encontrava melhor preparada intelectualmente, retirando-lhes o monopólio dos cargos públicos e do exército.
O terceiro lugar era constituído pela restante população, a qual era considerada inferior e a que pagava impostos e estava sujeita a penas pesadas.

Foi também nesta época que se verificou uma expansão demográfica e económica maioritariamente por via marítima, o que exigiu o desenvolvimento das técnicas náuticas e da construção naval, permitindo, assim, a intensificação das viagens, o que por sua vez permitiu um aumento do intercâmbio cultural a nível mundial. Este intercâmbio cultural fez-se através do estudo da fauna e da flora das novas regiões, do conhecimento de novas raças humanas e novas civilizações.

Esta expansão do intercâmbio cultural fez despertar a curiosidade pelo conhecimento mais pormenorizado da Natureza e das diversas culturas. Também se desenvolveram novos conhecimentos sobre o planeta Terra, que conduziram a uma revisão das concepções cosmológicas. Foi, então, que no século XVI Nicolau Copérnico contrariou a ideia de que o sistema cosmológico era finito e geocêntrico, afirmando que este era heliocêntrico (o Sol era fixo e ocupava o centro do Universo) e que era um sistema finito. Estas conclusões não só eram contrárias ao ensinamento e às teorias dos Antigos, como também negavam as afirmações bíblicas, sendo que na época a Igreja detinha um grande poder (podendo mesmo reprovar as ideias contrárias aos seus ideias), embora o tivesse começado a perder progressivamente.




A moda na Época Moderna


A época Moderna trouxe grandes mudanças na vestimenta das ordens sociais, especialmente devido à influência Renascentista iniciada no século XIV.
As roupas tendem a perder excelência, tornando-se mais moderadas ao nível dos adornos e decorações. Porém, nota-se neste período, uma falta de naturalidade no modo de vestir, falar e gesticular.

No século XV o homem continua a utilizar o Gibão, embora mais pequeno, e com uma espécie de colete por baixo. As mangas eram grossas e utilizavam calças justas que se prolongavam até à cintura. Vestiam também a Gonela (túnica antiga de pele ou seda), o Saio, a Opalanda (manto grande, largo e luxuoso, usado especialmente pelos estudantes universitários), a Dalmática (vestimenta sagrada), o Tobardo (antigo capote com mangas e capuz) e a Samarra (espécie de casaco feito de pele de cordeiro). É de notar que as roupas masculinas passaram a ser mais pesadas. O calçado era geralmente pontiagudo e utilizavam-se botas de cano alto e pantufas. Os sapatos eram todos muito elaborados em veludo. Por norma utilizavam cabelo comprido e madeixas.
As mulheres passaram a utilizar vestidos firmemente atados ao busto, afunilados, com caudas compridas, enchumaços postiços nas ancas e surgiram os Mirinaques (vestimenta interior feminina de tecido rijo e almofadado, armado com aros que davam volume à saia). As mulheres de classes inferiores usavam vestidos muito simples.

O século XVI sofre grandes influências da corte espanhola, uma das mais importantes da época.
Os homens utilizavam calções muito largos com aberturas laterais e com um cinto com fivelas. O Gibão permanecia a vestimenta básica. Vestiam-se também coletes, camisas complementadas com tiras envoltas em seda, mantos, capas e casacos curtos com lapela e mangas. Uma das principais tendências, por parte dos membros das cortes, era o uso de grandes colarinhos no pescoço. No calçado passou a ser muito utilizado o veludo, sempre de pontas quadradas e botas de tacão alto, sendo este de cores diferentes. Passou a utilizar-se o cabelo curto e a barba pontiaguda. Como adornos ao cabelo utilizavam-se barretes e gorros.
As mulheres utilizavam vestidos em que a saia era constituída por dois ou três saiotes sobrepostos. Estes eram ajustados ao corpo e tinham grandes decotes. Como adornos utilizavam colares, pendentes e medalhas. Os cabelos eram cobertos por pequenas toucas ou barretes.

No século XVII os franceses passaram a dominar a moda na Europa e as suas roupas eram repetidamente copiadas por outros países.
Os homens utilizavam vestimentas com tecidos largos, mangas justas e coletes sobre as roupas. Uma das principais tendências era as golas altas bordadas e rendadas e as jaquetas adornadas. O calçado continha bastantes acessórios como laços e fitas. Na cabeça utilizavam chapéus.
A vestimenta feminina passou a contar, também, com mangas justas nos vestidos, luvas, golas altas e mantos. O calçado era de ponta achatada que depois se estreitava.

No século XVIII os franceses continuaram a ditar as tendências da moda. Esta passou a mudar mais frequentemente, mas apenas as pessoas mais ricas podiam seguir as ultimas tendências.
Os homens utilizavam calções curtos com meias de seda. A meio do século reduziram-se as pregas laterais nos calções e estes passaram a ser mais justos. Com a queda da dinastia francesa retornaram os trajes simples, os coletes, as gravatas e as casacas largas. Utilizavam perucas adornadas com laços ou fitas. Depois da revolução francesa começou a usar-se o cabelo mais comprido e liso.
As mulheres usavam vestidos amplos com decotes acentuados com mangas largas. Desapareceu a armação das saias após a revolução. Utilizavam também jaquetas, mangas largas e saias com pregas. Os sapatos eram de salto alto e ponta estreita. Os penteados eram volumosos e ornamentados com plumas.

Podemos concluir que a moda na época Moderna se alterou bastante ao longo dos séculos.

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

Época Medieval

Os hábitos medievais

Durante a época Medieval surgiram, nos espaços anteriormente ocupados pelo Império romano, três grandes conjuntos civilizacionais, que rodeavam as margens do Mediterrâneo no século XIII. Uma era a Cristandade latina, no ocidente da Europa, oriunda do Império Romano do Ocidente e dos reinos “bárbaros” que lhe sucederam. Os outros dois conjuntos eram constituídos pelo Império Bizantino, a oriente, proveniente do Império Romano do Oriente.

Cada uma destas civilizações adquiriu uma identidade própria no decorrer da sua história.
Na Europa Ocidental, a fixação dos diversos povos nas antigas províncias romanas fez com que se assistisse a uma nova ordem política e cultural. Devido à acção evangelizadora de bispos e monges, o Cristianismo invadiu os reinos “bárbaros”, emergindo uma civilização europeia cristã.
No Mediterrâneo Oriental (Império Bizantino) permaneceu uma importante referência política e cultural.

Apesar do Cristianismo ser a religião comum à Igreja Ocidental e Oriental, no século XI as duas igrejas separaram-se entre Igreja Oriental (de cultura grega) e Igreja Ocidental (de cultura latina).
O Cristianismo desempenhou um papel integrador na pluralidade de povos, sendo a Europa cristã constituída sobretudo por um conjunto de reinos autónomos.

Nesta época, o poder sobre as populações, a nível local, era exercido por grandes senhores nobres ou eclesiásticos - os senhorios, a quem o rei tinha cedido partes do território a fim de os administrarem e de terem exércitos prontos a combater. Os senhorios tinham poder militar e de julgar e punir não só os camponeses mas também os pequenos nobres.

Verificou-se, também, um desenvolvimento económico na Europa, que ficou marcado pelo crescimento das cidades, onde os habitantes procuravam adquirir o direito de se governarem a si próprios, o que deu origem a novas formas de exercício do poder, mais adequadas às populações urbanas (a carta de comuna, onde se encontravam expressos os direitos e deveres dos habitantes das cidades). 

Registou-se, ainda nesta época, um crescimentos demográfico que causou o aumento da produtividade do mundo rural, favorecido pelo progresso dos utensílios e das técnicas de exploração da terra.
Nas cidades, desenvolveram-se os velhos centros ou burgos devido à crescente procura de melhores condições de vida por parte dos que vinham dos campos.
Desenvolveram-se os mercados e as feiras. A Europa registava, assim, um grande desenvolvimento apenas travado pelas pestes e epidemias que alastraram as cidades nos séculos XII e XIII. Os maus anos agrícolas, devido ao agravamento das condições climáticas e também a Guerra dos Cem Anos no século XIV, causaram ainda inúmeras mortes.



A moda na Época Medieval


As características das vestimentas da época Medieval surgiram graças à influência das cruzadas.
Poucas pessoas podiam-se dar ao luxo de se vestirem com elegância, já que a sociedade estava estratificada em ordens onde o que contava era o poder económico.
As formas rectangulares dos períodos anteriores evoluíram, tornando-se mais modeladas ao corpo.

No século XI as classes baixas usavam Greguescos (calções largos), Saios (espécie de vestido sem botões que chegava ao joelho) e capas com capuz. As classes altas usavam túnicas até ao pescoço e apertadas na cintura, Gloneles (espécie de vestido com mangas largas) e xailes que cobriam e protegiam as costas. Calçavam Bozerguins (espécie de botas), sapatos fechados bicudos e Polainas, nome que se dava às meias da época. Por norma os homens utilizavam o cabelo encaracolado e a barba curta.
As mulheres usavam vestidos justos ao corpo, com pequenos decotes e ornamentados com jóias em ouro na cintura. Os penteados eram feitos geralmente de risco ao meio e algumas mulheres utilizavam tranças.
Todas as roupas eram feitas à mão, com algodão, peles ou couro, por artesãos.

No século XII os artesãos organizaram-se em corporações de nome guildas.
As túnicas utilizadas no século anterior tornaram-se mais pequenas, chegando agora até ao joelho e com mangas largas e as capas passaram a ser fechadas apenas com aberturas para os braços. Por baixo das túnicas os homens vestiam calções soltos e vários tipos de coberturas para as pernas como os Pelotes que eram forrados de peles ou seda. Os penteados eram pouco variados, levando os homens a usar sobretudo o cabelo curto e chapéus para distinguir a ordem social.
As mulheres utilizavam túnicas de tecido fino, com mangas afuniladas que estreitavam perto do pulso e eram acompanhadas por mantos ou véus que cobriam a cabeça. O penteado feminino era semelhante ao do século anterior.

No século XIII os homens usavam vestidos lisos com formas irregulares e as túnicas passaram a ser cobertas nas costas e continham mangas justas. Debaixo das túnicas vestiam o Brial (antiga roupa interior que chegava até aos joelhos, segura por alfinetes). As calças eram normalmente elaboradas com tecidos às riscas e com cores fortes. Utilizavam cabelos encaracolados caídos sobre as orelhas. Calçavam sapatos ou botas de pontas pontiagudas.
As mulheres vestiam túnicas largas em lã, com mangas curtas, largas até ao cotovelo e que iam estreitando até às mãos. Amarravam o cabelo tapando-o com tecido bordado ou rede lateral, formando caracóis sobre as orelhas.

No século XIV a roupa verificou algumas diferenças em relação ao século anterior. Os vestidos modificaram-se passando de justos a mais proporcionais e volumosos, começaram a utilizar-se camisas que cobriam desde o ombro até à cintura e Cerolas, agora mais compridas e justas. Os penteados voltaram a ser aparados e curtos e os homens utilizavam frequentemente barba e Capirotes (barrete em forma de crista). O sapato era feito de pele de bode ou cabra, ou então sapato marroquino que cobria a perna desde o peito do pé até ao joelho.

Podemos concluir que a moda durante a época Medieval se manteve muito estável, apenas com algumas modificações.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Roma


De Pequeno Povo a Império


Roma, capital da Itália, é um país banhado pelo mar Mediterrâneo. As suas origens remontam ao século VII a.C. quando os Latinos ocuparam as terras férteis nas proximidades do rio Tibre. Gradualmente o pequeno povo tornou-se cidade e os Romanos começaram a conquistar territórios da Península Itália, expandindo-se depois a Penínsulas como a Ibérica, Gália, Grã-Bretanha.

Embora estas conquistas nem sempre tenha sido fáceis Roma tornou-se num poderoso Império, espalhando o latim e a religião, construindo redes de estradas e sistemas de pesos e medidas, desenvolvendo o comércio, a moeda, a arquitectura, o circo, o teatro, as corridas de carros e as lutas de gladiadores (como no Coliseu em Roma) e também, criando o direito de cidadania romana que concedia a liberdade aos homens (romanização).

Desenvolveu-se o comércio com a produção agrícola, industrial e com a extracção mineira. O que contribuiu para um alargamento do comércio foi a moeda, pois facilitava as trocas.
A sociedade romana era composta por:
-Patrícios – os membros mais ricos e importantes;
-Cavaleiros – grandes negociantes e funcionários administrativos;
-Decuriões – proprietários ricos, negociantes nas cidades e exerciam cargos administrativos;
-Plebeus – camponeses, artesãos e comerciantes;
-Escravos – não tinham quaisquer direitos e trabalhavam arduamente nas minas, obras, barcos e latifúndios.

Os Romanos derrubaram a Monarquia e implantaram a República. Passaram, então, a reunir-se em assembleias (Comícios) para eleger os Magistrados que governavam a cidade.
No século I a.C. a instabilidade política e social conduziu a uma guerra civil, a qual levou ao fim a República e subiu ao poder o primeiro Imperador de Roma, Octávio César Augusto. Manteve as instituições da República (o Senado, os Magistrados e os Comícios) mas retirou-lhes muitos dos poderes, passando-os para si próprio. Passou, assim, a ser Imperador, supremo pontífice e a ter o poder tribunício.
gráficos (escrita hieroglífica).

A Moda no Egito

No Egito os tecidos e a forma como eram elaboradas as roupas modificavam-se de acordo com a hierarquia social. Os acessórios eram também diferenciadores sociais.
A vestimenta básica era o Chanti usada por homens, como uma saia, e por mulheres, longo cobrindo todo o corpo.
Os escravos apenas usavam branco. 
As classes baixas vestiam-se de modo simples, com pouca roupa.

O povo andava descalço ou com sandálias de fibra de papiro. O traje da classe alta, mais concretamente do faraó e da sua corte, denominava-se de Kalasyris. Era uma túnica larga de linho muito fino e transparente, ornamentado com ouro e pedras preciosas especialmente turquesas e lápis-lazul. Quando se deixava a descoberto o dorso masculino, colocava-se uma roupa complementar de nome Neket que se assemelha a um cinto de forma triangular feito de linho e com pedras preciosas a adornar. Também se usava como complemento o Hosch que era uma espécie de pequena capa que se usava sobre os ombros e o peito.

As mulheres tinham como traje principal a Loriga que tinha uma forma tubular muito justa ao corpo e confeccionada com tecidos semelhantes à malha. Como complemento usava-se a Túnica de Ísis sendo esta uma espécie de manto em forma rectangular. Elas eram, também, adeptas da maquilhagem onde o olho era marcado com linha preta e sombra verde.

No que tocava a penteados, devido ao forte calor da região e ao facto do piolho ser uma praga local, homens e mulheres usavam o cabelo rapado e perucas no seu lugar e como medida higiênica removiam os pelos corporais.

As classes altas usavam perucas de vários cortes e ornamentos muito inspirados na religião.

As jóias utilizadas tinham como principal função expressar a devoção religiosa.

Pré-História


O Homem Pré-Histórico no seu contexto


O primeiro homem, o Homem Pré-Histórico Austrolopithecus surgiu à 5 milhões de anos sendo o mais conhecido a “Lucy”, uma mulher descoberta em 1974 na Etiópia. Ele viveu no Paleolítico, ou seja, na Idade da Pedra Antiga.
O Homo Habilis foi o primeiro a conseguir fabricar instrumentos, embora inicialmente fossem muito simples (seixos partidos).
O Homo Erectus foi mais longe ao inventar os bifaces, seixos falhados em duas extremidades. Porém, a importância do Homo Erectus prende-se com a descoberta acidental do fogo.

Passo a passo, aprendeu a produzi-lo de diversas maneiras, por exemplo pela fricção de dois pedaços de madeira ou pelo choque de duas pedras. 

O Homo Sapiens inventou as lâminas.


Durante a maior parte do Paleolítico, os homens praticaram uma economia recolectora. Quando os alimentos escasseavam, os calçadores-recolectores lavantaram o acampamento e partiam à procura de zonas mais fartas -» Nomadismo.
Por volta de 10000 a.C. chegou ao fim a última glaciação. O clima tornou.-se mais quente e húmido e a paisagem alterou-se. Com a descoberta da agricultura e o início da domesticação de animais começaram a produzir a sua própria subsistência, o que lhes permitiu fixar-se num determinado lugar - Sedentarização.

Com o tempo formaram-se os primeiros aldeamentos rodeados de campos férteis de cultivo.


A Moda na Pré-História

Na Pré-história, com o contínuo aumento das populações, o homem sentiu necessidade de tornar as suas tribos nómadas em busca de alimentos noutras terras. Com essa deslocação o homem deparou-se com a variação climática em cada região por onde passava. Assim surgiu a roupa. O homem precisava de se agasalhar e proteger do frio. Porém as roupas também eram usadas para o homem se exibir, crença em proteções mágicas e o seu próprio pudor.

Na época essas roupas eram feitas de peles de animais. A pele era bastante dura e apenas cobria poucas partes do corpo e perceberam que se as mastigassem ficariam mais maleáveis e, assim, cobriam mais partes.

Porém a utilização de peles de animais, amarradas ao corpo, embora o tornassem mais agasalhado contra o frio e mais protegido contra espinhos e vegetação, dificultavam-lhe os movimentos, fazendo com que tivesse menos agilidade ao fugir dos predadores.

Com o tempo a roupa foi-se tornando cada vez mais um símbolo de poder.
Por outro lado o homem da pré-história, desde muito cedo começou a enfeitar-se. Este reparou que nos animais o macho destacava-se das fêmeas pela sua beleza e, assim, teve a ideia de remediar as suas imperfeições embelezando-se com adornos.
Na pré-história os adornos eram colares de pedras coloridas ou enfeites de chifre polido espetados nas orelhas e no nariz.
Acreditava-se que no final da Idade da Pedra, há 25 mil anos atrás, o uso de roupa já fosse corrente e que a técnica de fabricação de fios já tinha sido dominada.
Com o tempo as técnicas melhoraram, permitindo a formação de peças de roupas mais elaboradas.

Definição de Moda

A moda não é o simples uso das roupas no dia-a-dia. A moda é um fenómeno sócio-cultural que expressa os valores da sociedade – hábitos e costumes – numa determinada época.

Surgiu da necessidade que o homem da pré-história tinha de se proteger do frio. Mas a mera necessidade de se cobrir para combater o frio tornou-se num aspecto cultural. Determinou as diferenças entre ordens e mais tarde classes sociais. Cada ordem (e mais tarde classes) tinha o seu modo de vestir característico que a distinguia e estava expresso na lei.

Por outras palavras “a moda transmite aos outros quem somos” mesmo nos dias de hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário